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Doenças imunopreviníveis e vacinas:

As vacinas são consideradas hoje como um dos principais fatores contribuintes para a redução na morbidade e mortalidade da população mundial, levando a um aumento na expectativa e qualidade de vida.

Saiba mais sobre as principais doenças e suas respectivas vacinas através dos links abaixo.

Tuberculose e vacina BCG

A tuberculose é uma doença infecciosa sistêmica que acomete predominantemente o trato respiratório e que se transmite de uma pessoa com lesão ativa pulmonar para outra pessoa suscetível por meio de gotículas respiratórias.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a administração da vacina BCG em dose única, logo após o nascimento, para todas as crianças em países com alta incidência de tuberculose ativa. No Brasil, é recomendada para todas as crianças no período neonatal (o mais precoce possível), em dose única, por via intradérmica, na região deltóide do braço direito.

A vacina BCG contém bacilos de Calmette-Guérin (bacilos de Mycobacterium bovis) vivos e atenuados. Apresenta eficácia, no primeiro ano de vida, de 46 a 100% para proteção das formas de tuberculose que dependem da disseminação hematogênica e suas manifestações mais graves, como a meningoencefalite e a tuberculose miliar. A imunidade induzida pela vacina se desenvolve cerca de 6 semanas após a vacinação.

Esta vacina está disponível na rede pública e clínicas privadas.

Poliomielite

A poliomielite é uma doença infecciosa que pode ser causada por 3 tipos de poliovírus (tipos 1, 2 e 3) da família Enteroviridae.

Há dois tipos de vacina contra a poliomielite:

  • Polio oral (OPV ou VOP): vacina de vírus vivos atenuados, composta pelos 3 tipos de vírus da poliomielite, disponíveis na rede pública. A VOP tem sido associada a raros eventos adversos, sendo o mais freqüente a poliomielite paralítica associada à vacina. Ocorre com mais freqüência após a primeira dose da vacina (um para 750.000 doses aplicadas) e diminui nas doses subseqüentes. Em imunodeprimidos, o risco é muito maior (3 mil vezes maior).
  • Pólio inativada (IPV ou VIP): vacina de vírus inativados, composta pelos 3 tipos de vírus da poliomielite. A imunização com VIP induz altos títulos de anticorpos neutralizantes contra os três poliovírus. É a vacina de escolha para imunocomprometidos e adultos. Pode ser aplicada em combinação com a tríplice acelular (tetravalente), com a tríplice acelular e Haemophilus B (pentavalente) e com a tríplice acelular, Haemophilus B e hepatite B (hexavalente). Disponínel nas clínicas privadas apenas nas apresentações combinadas e na rede púplica, nos CRIE, para situações especiais.

A vacinação para poliomielite é recomendada para todas as crianças a partir dos dois meses de idade.

O esquema de vacinação infantil com VOP são 4 doses, aos 2, 4 e 6 e 15 meses de idade, via oral. Esquema de vacinação infantil com VIP são 4 doses, via intramuscular administrada no mesmo esquema da VOP. Vacinação para adultos: administrar preferencialmente VIP em três doses, no esquema 0, 1-2 e 6-12 meses. Recomenda-se somente uma dose de reforço da vacina para pessoas que tenham completado o esquema primário anteriormente, o que deve oferecer proteção para toda a vida.

Para crianças hígidas, caso a opção seja por uso exclusivo de VIP, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que se utilize VOP no Dias Nacionais de Campanha de Vacinação, após as primeiras duas doses.

Hepatite B

O mais importante avanço no controle da infecção pelo vírus da Hepatite B (VHB) é a vacinação. A vacina é produzida pela técnica de DNA recombinante (engenharia genética).

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) Brasileiro recomenda a vacinação universal contra hepatite B a partir do nascimento, para todas as crianças e adolescentes até 19 anos de idade. É recomendada também para adultos não imunizados.

Estudos mostram proteção de 90 a 95% em crianças e adultos após esquema completo de vacinação.

O esquema são 3 doses 0, 1-2 e 6 meses, via intramuscular. Prematuros que receberam a primeira dose com peso inferior a 2 Kg, devem receber uma quarta dose.

Existe no mercado combinação de: Hepatite B + Hepatite A e Hepatite B com pólio inativada (VIP), tríplice acelular e Haemophilus influenzae B (vacina hexavalente).

Disponível na rede pública na forma isolada e nos CRIE combinada com DTP e Hib; e nas clínicas privadas na forma isolada ou combinada.

Difteria, Tétano e Coqueluche

  • Difteria: Doença infecciosa causada pelo bactéria toxigênica Corynebacterium diphtheriae. A incidência no Brasil vem decrescendo progressivamente em decorrência da melhoria da vigilância epidemiológica e do aumento da utilização da vacina.
  • Tétano: Doença infecciosa, não transmissível, causada pela bactéria Clostrium tetani. Letalidade alta de cerca de 70%. O tétano generalizado é a forma mais comum da doença. O tétano neonatal é uma doença aguda grave, de altíssima letalidade, que pode acometer recém-nascidos de 2 a 28 dias de vida. No Brasil houve redução significativa após implementação de ações como vacinação das mulheres em idade fértil, melhoria das ações do pré-natal, do parto e do puerpério.
  • Coqueluche: É uma doença de notificação compulsória, desencadeada pela bactéria Bordetella pertussis. Nos últimos anos tem-se observado um aumento mundial na incidência de coqueluche, inclusive no Brasil, devido ao aumento de doentes adolescentes e adultos que não são detectados por não apresentarem o quadro clássico da doença.

Existem três tipos de vacina tríplice bacteriana:

  • Tríplice bacteriana de células inteiras contra difteria, tétano e pertussis (coqueluche)- DTP, disponível na rede púplica na forma isolada ou combinada com a vacina contra Hib.
  • Tríplice bacteriana acelular contra difteria, tétano e pertussis (coqueluche) – DTPa, disponível na rede púplica para casos selecionados e nas clínica privadas é encontrada na forma isolada ou combinada.
  • Tríplice acelular do tipo adulto (dTpa), disponível nas clínicas privadas.

A vacina dupla (difteria e tétano) é derivada da DPT. Existem duas apresentações: tipo infantil (DT) e tipo adulto (dT), disponíveis apenas na rede pública.

A vacina acelular (DTPa ou dTpa) é preferível em virtude das possíveis reações adversas associadas a vacina DTP.

Nas crianças deve ser usada DPT ou DPaT aos 2, 4, 6, 15-18 meses e reforço entre 4 e 6 anos de idade, por via intramuscular. Reforço a cada 10 anos com a dupla adulto (dT) ou a tríplice acelular do adulto (dpaT).

Adultos sem esquema vacinal básico, devem usar dT aos 0, 2meses e tríplice acelular do tipo adulto após 6-12 meses.

Pode ser combinada com outras vacinas: Tríplice bacteriana com Haemophilus influenzae (tetravalente - Hib); tríplice bacteriana acelular com pólio inativada (tetravalente - VIP); Tríplice bacteriana com Haemophilus influenzae e pólio inativada (pentavalente); tríplice acelular com pólio inativada, Haemophilus influenzae e Hepatite B (hexavalente).

A eficácia da vacinação, após quatro doses, é de 90 a 95%.

Haemophilus influenzae tipo B (Hib)

O Hib é uma bactéria que apresenta 6 sorotipos principais de acordo com a cápsula polissacarídica. O tipo b e os não tipáveis são os de maior prevalência clínica. O tipo b é o principal agente das manifestações clínicas encontradas na doença invasiva, como epiglotite e meningite.

A vacina previne as doenças causadas pelo Hib, principalmente as invasivas, com proteção de aproximadamente 95% após o esquema vacinal completo.

Indicada para uso de rotina em todas as crianças de 2 meses a cinco anos de idade. Acima de cinco anos estão indicadas para o uso em crianças, adolescentes ou adultos com asplenia, anemia falciforme, ou quaisquer imunodeficiências, inclusive os HIV positivos assintomáticos ou sintomáticos.

O esquema vacinal entre 2 e 6 meses de idade, recomenda 3 doses com intervalos de dois meses entre elas. Caso inicie entre 7 e 11 meses, aplicar duas doses, com intervalo de 2 meses. Nestas duas situações, administrar uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de idade. Iniciando a vacinação entre 12 e 14 meses, administrar duas doses com intervalo de, pelo menos 2 meses entre elas e, caso inicie entre 15 e 59 meses, aplicar uma única dose.

Pode ser combinada com outras vacinas, formando a tetravalente, pentavalente e hexavalente.

Disponível na rede pública na forma isolada ou combinada com a vacina DTP e hepatite B (nos CRIE). Nas clínicas privadas pode ser encontrada na forma isolada ou combinada.

Pneumococo

O Streptococcus pneumoniae é uma bactéria conhecida como pneumococo. As infecções invasivas pela bactéria pneumococo estão entre as causas que lideram a morbimortalidade em crianças, idosos e pessoas com doenças de base que comprometem o sistema imune ou diminuem a função esplênica.

A transmissão de pneumococo ocorre pelo contato entre humanos por meio de secreções e gotículas produzidas pela tosse e pelo espirro.

Entre as manifestações clínicas causadas pelo infecção pelo pneumococo encontram-se otites, sinusites, artrites sépticas, meningites, broncopneumonias e pneumonias. A forma invasiva da doença compreende meningites, endocardites, pericardites e peritonites, além de bacteremia sem foco específico. A letalidade associada a doença invasiva é considerável, mesmo nos países desenvolvidos, variando de 5 a 40%, na dependência do local da infecção, da idade do paciente e da presença de outras doenças associadas.

As vacinas atualmente disponíveis contra os pneumococos abrangem 10, 13 e 23 sorotipos.

  • Vacina antipneumococica polissacarídica (pneumo 23): Esta vacina não é eficaz para crianças abaixo de dois anos de idade. Sua grande limitação é que os anticorpos produzidos tem duração relativamente curta, tendo em vista que não induzem memória imunológica. É indicada para adultos com 60 anos ou mais e para crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos jovens com cardiopatias crônicas, pneumopatias, diabetes melito, hepatopatias crônicas, alcoolismo, fístula liquórica, implantes cocleares, asplenia anatômica ou funcional e imunodeficiências congênitas e adquiridas (HIV, neoplasias, transplante, uso crônico de drogas imunossupressoras). Trabalhos recentes demonstraram também que reforços desta vacina não são eficazes. É recomendado via intramuscular, dose única. A revacinação está indicada após 5 anos para aqueles indivíduos com sistema imunológico comprometido, ou adultos com idade acima de 60 anos que tenham recebido a primeira dose antes dos 65 anos de idade.
  • Vacina antipneumococica conjugada 13 valente (VPC -13V): Compreende os sorotipos de Streptococcus pneumoniae 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F ; causadores de doença pneumocócica invasiva (sepse, bacteremia,, meningite, pneumonia bacterêmica e empiema pleural) e doença pneumocócica não invasiva (pneumonia e otite média). A vacina possui impacto epidemiológico importante, pois diminui o estado de portador do pneumococo pela inibição da colonização na nasofaringe, reduzindo assim, a transmissão e a ocorrência da doença não somente em crianças, mas também em adultos e idosos. Deve ser aplicada por via intramuscular, a partir de 2 meses de idade, seguindo-se ao esquema: se iniciado entre 2 e 6 meses de idade, aplicar três doses com seis a oito semanas de intervalo. Caso seja iniciado entre 7 e 11 meses, aplicar duas doses com 6 a 8 semanas de intervalo. Nessas duas situações, administrar uma dose de reforço entre 12 e 23 meses. Iniciando entre 12 e 23 meses, aplicar duas doses com intervalo de 6 a 8 semanas. Acima de 24 meses administrar uma única dose. A idade máxima para administração é de 5anos. Pode ser coadministrada com outras vacinas da rotina pediátrica. É recomendado que crianças que iniciaram o esquema vacinal com a VCP-7 (PREVENAR 7V) ou VCP-13V, completem o esquema de vacinação com a VCP-13V. Para crianças de 2 a 5 anos de idade que receberam o esquema completo de VCP-7V, é recomendado receber um reforço com a VCP-13V para obter cobertura contra os 6 sorotipos adicionais inclusos na VCP-13V.
  • Vacina antipneumocócica conjugada 10 valente (PCV10): Apresenta os sete sorotipos existentes na pneumocócica conjugada 7 valente incluindo três sorotipos adicionais 1, 5 e 7F. Está licenciada para uso em crianças entre 6 semanas e 2 anos, seguindo o mesmo esquema vacinal da PCV7.

Atualmente as vacinas Pneumo 23 e a 13-valente são encontradas na rede pública apenas nos CRIE para situações especiais. A vacina pneumocócica 10 valente foi incluída no calendário de vacinação da rede pública a partir de maio de 2011, para crianças de 2 meses a 2 anos de idade. Nas clínicas privadas podem ser encontradas todas as apresentações (pneumo 23, 13-valente e 10-valente).

Rotavírus

O Rotavírus é considerado um dos mais importantes vírus causadores de diarréia aguda grave. Alguns grupos apresentam maior risco de exposição ao Rotavírus, como crianças que freqüentam creches, hospitalizadas e adultos que tem contato com crianças (pais e professores) Existem dois tipos de vacinas aprovadas no Brasil: uma monovalente, sorotipo G1P[8], e uma pentavalente composta pelos seguintes sorotipos: G1P[5], G2P[5], G3P[5], G4P[5] e G6P[8]. A proteção para todas as diarréias é de aproximadamente 70%; para as formas graves é de 86 a 98% e para hospitalização por diarréia por rotavírus é de 80 a 95%.

A via de administração é oral e as doses variam 2 ou 3 , dependendo do fabricante, aos 2 e 4, ou 2,4 e 6 meses.

A vacina monovalente esta disponível na rede pública e nas clínicas privadas e a pentavalente somente em clínicas privadas.

Meningococo

A Neisseria meningitidis (meningococo) é o principal agente causador de meningite em crianças e adultos jovens no mundo todo. A composição da cápsula de meningococo permite a sua classificação em 13 diferentes sorogrupos. Os sorogrupos A, B, C, Y e W135 são responsáveis por todos os casos de doença.

A doença meningocócica acomete indivíduos de todas as faixas etárias, porém apresenta maior incidência em crianças menores de 5 anos, especialmente no grupo de lactentes entre 3 e 12 meses. Pode haver marcantes diferenças geográficas na sua incidência e na distribuição de sorogrupos causadores de doença. O sorogrupo A está associado à doença epidêmica em países em desenvolvimento, especialmente na região da África subsaariana, conhecida como cinturão da meningite. Recentemente, têm sido reportado surtos de doença meningocócica pelo sorogrupo W135 em peregrinos muçulmanos na Arábia Saudita e também em países de cinturão africano. Na Europa, mais de 95% dos casos são atribuídos aos grupos B e C. Nos EUA, o sorogrupo B é o principal responsável por doença endêmica. No Brasil, a partir do ano de 2002, registrou-se aumento na proporção de casos atribuídos ao sorogrupo C, sendo este responsável por 63% dos casos identificados de doença meningocócica no estado de São Paulo, no ano de 2005.

Existem dois tipos de vacinas antimeningocócicas: a vacina polissacarídica e a vacina conjugada.

  • Vacinas polissacarídicas: Existem apresentações comerciais Meningococo A + C e Meningococo B + C. Não é recomendada como vacina de rotina e é utilizada para viajantes para áreas de risco e para pessoas expostas a Neisseria meningitidis. A imunidade é de curto prazo, e não é recomendada para crianças abaixo de dois anos.
  • Vacinas conjugadas: Apresentações para o meningococo C conjugado a proteínas. A eficácia é excelente em todas as faixas etárias. Induzem memória imunológica. São indicadas para prevenção da doença meningocócica do grupo C, para todas as crianças a partir dos 2 meses de idade, conforme a situação epidemiológica local. Deve ser utilizada por via intramuscular, aplicadas 2 doses na faixa etária entre 2 e 12 meses com dois meses de intervalo entre elas e uma dose de reforço entre 12 e 18 meses. Quando utilizadas a partir de um ano, são administradas em dose única.

A vacina conjugada contra o meningococo do tipo C é disponibilizada na rede pública, nos CRIE, para situações especiais. Nas clínicas privadas podem ser encontradas as vacinas polissacarídicas e as conjugadas.

Sarampo, Caxumba e Rubéola

  • Sarampo: É uma doença febril aguda, altamente infecciosa, transmitida por via respiratória. Com o desenvolvimento da vacina a incidência da doença, suas complicações e a mortalidade associada diminuíram de maneira significativa.

    Entretanto, estima-se que anualmente ocorrem entre 30 e 40 milhões de casos de sarampo no mundo, além de 745 mil mortes associadas ao sarampo. No Brasil, em 2000, ocorreu o último surto de sarampo no pais. Entre 2001 e 2005 todos os casos confirmados foram importados ou conseqüência de importação. No Brasil, é uma doença de notificação compulsória desde 1968.

  • Caxumba: Caxumba ou parotidite epidêmica é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus da caxumba, transmissível por via respiratória. A orquite é a complicação mais comum em adolescentes (até 50% dos casos). Surtos limitados de caxumba tem sido descritos em escolares de regiões com altas coberturas vacinais.
  • Rubéola: É uma doença infecciosa causada pelo vírus da rubéola, cuja importância está ligada à capacidade de produzir graves problemas congênitos como deficiência auditiva, malformações cardíacas, catarata e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor em recém nascidos de mães que contraem a doença durante a gestação, especialmente nos dois primeiros trimestres. No Brasil, é uma doença de notificação compulsória. O principal objetivo do Plano de Controle da Rubéola é reduzir a incidência de casos de rubéola, visando ao controle da síndrome da rubéola congênita.

A vacina tríplice viral é composta de vírus vivos atenuados contra sarampo, caxumba e rubéola. Confere 95 a 99% de proteção para sarampo e rubéola após o esquema completo; e 75 a 90% para caxumba. É recomendada para todas as crianças imunocompetentes acima de 12 meses de idade, no esquema de 2 doses, sendo a primeira com 1 ano e reforço entre 4 e 6 anos. Para adultos, dose única. A via de administração é subcutânea.

As vacinas tríplice virais estão disponíveis nas clínicas privadas e na rede pública.

Varicela

A varicela é causada pelo vírus da varicela-zóster (VVZ). A mortalidade da varicela é baixa (6,7/100.000), entretanto, as taxas de letalidade variam com a idade e a condição imunológica, podendo atingir 30% em pessoas com leucemia ou câncer. As complicações mais comuns são por infecção bacteriana secundária em mucosas, pele, tecidos moles e vias aéreas superiores e inferiores. Entre as complicações neurológicas, a ataxia cerebelar aguda é a mais freqüente e a encefalite a mais grave, apresentando altas taxas de letalidade (5 a 35%) e seqüelas. Outras complicações como osteomielite, artrite, síndrome da rubéola congênita, varicela hemorrágica, glomerulonefrite e síndrome de Reye são mais raras.

Em países de zonas temperadas, torna-se epidêmico entre o final do inverno e o inicio da primavera.

A vacina para varicela é de vírus vivo atenuado e está indicada para todas as crianças a partir dos 12 meses de idade e para adolescentes e adultos suscetíveis, especialmente adultos com alto risco de exposição como profissionais da área da saúde, pessoas com contato com crianças pequenas e mulheres em idade fértil. Não faz parte do calendário de rotina do Ministério da Saúde. Estudo realizado em crianças verificou que a vacina previne infecção leve em 70 a 85% e quadros moderados ou graves em 99% com uma dose e 100% após duas doses.

O esquema recomendado são 2 doses, sendo a primeira dose a partir de um ano de idade e uma segunda dose entre 4 e 6 anos, por via subcutânea.

Pode ser encontrada de forma isolada ou combinada com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) – tetra viral, apenas em clínicas particulares. Disponível nos CRIE, para casos selecionados, na forma isolada.

Hepatite A

A Hepatite A é uma doença de transmissão fecal-oral, cuja disseminação ocorre de pessoa a pessoa ou por água ou alimentos contaminados. A infecção pelo vírus da Hepatite A é a mais prevalente no Brasil (entre todas as Hepatites), ocorrendo sobretudo em crianças e adultos jovens. A Hepatite A é, em geral, uma doença benigna e autolimitada. Entretanto, durante seu curso clínico algumas complicações podem ocorrer, o que implica a importância de medidas preventivas. Em torno de 10 a 15% das pessoas apresentam doença prolongada ou com sintomas recidivantes por até 6 meses.

As vacinas fornecem proteção próxima de 100% após esquema completo. É recomendada para todas as crianças, adolescentes e adultos não imunes. São utilizadas duas doses com intervalo de 6 meses, podendo ser aplicada a partir de 12 meses, por via intramuscular.

Pode ser utilizada em combinação com a vacina para Hepatite B (neste caso são utilizadas 3 doses).

Disponível nos CRIE para situações especiais e em clínicas privadas na forma isolada ou combinada.

Influenza – Gripe

Os vírus influenza são os agentes da gripe, doença respiratória aguda, cuja característica mais marcante é a ocorrência de epidemias anuais associadas a elevação da morbimortalidade por doenças respiratórias. A mortalidade ocorre nas populações de maior risco, como idosos, nos portadores de comorbidades, desnutridos e pessoas com acesso limitado à assistência médica. As epidemias anuais de gripe também apresentam grande impacto econômico decorrente da falta ao trabalho e ausência às aulas, problemas associados a prejuízos para a sociedade. A vacinação anual contra o vírus influenza constitui a melhor prevenção da infecção por este vírus.

O vírus influenza A é causador de doença mais grave e está implicado nas grandes epidemias e pandemias. Os surtos com o vírus influenza B são em geral menos extensos e associados com doença menos grave que o vírus influenza A, assim como o vírus influenza C. Atualmente temos uma nova variante do vírus influenza, o vírus causador da gripe A(H1N1).

As vacinas contra gripe são de vírus inativados, composta de dois subtipos de vírus da influenza A e um subtipo de vírus da influenza B. A composição da vacina é ajustada anualmente. A vacina é indicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria anualmente para crianças saudáveis entre 6 meses e 5 anos de idade. O Ministério da Saúde indica para as pessoas com 60 anos ou mais nas campanhas anuais para idosos, e a partir do 6 meses para pacientes imunodeficientes e portadores de doenças crônicas.

Neste ano estará disponível a vacina para gripe A (H1N1), monovalente na rede púplica e a trivalente (contra gripe sazonal e gripe A) nas redes privadas.

Na rede púplica, a vacina contra gripe A, será administrada para grupos selecionados e a vacina contra gripe sazonal estará também disponível na rede pública durante as Campanhas dos idosos (para maiores de 60 anos), conforme calendário do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br).

Deve ser aplicada anualmente no outono, por via intramuscular. Crianças abaixo de 9 anos de idade, que não foram vacinadas previamente necessitam de duas doses da vacina, quando são vacinadas pela primeira vez.

Disponível na rede pública durante as Campanhas dos idosos (para maiores de 60 anos) e para situações especiais; e nas clínicas privadas.

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por um vírus, arbovírus, transmitida ao homem pela picada de mosquitos infectados dos gêneros Aedes aegypti. No Brasil, os profissionais ligados às atividades agrícolas constituem o grupo de maior risco. A infecção do vírus da febre amarela varia desde assintomática até as formas hemorrágicas, podendo haver comprometimento hepático, renal, miocárdico e neurológico, com elevada letalidade.

A vacina pode ser realizada a partir dos 9 meses de idade nas áreas endêmicas. Devem-se vacinar todos os indivíduos que vivem em áreas endêmicas ou aqueles que viajam para essas áreas. Para os viajantes, a vacina deve ser feita com pelo menos dez dias de antecedência.

No Brasil, as áreas endêmicas são: Região Norte e Centro Oeste, incluindo os estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e oeste do Maranhão. As regiões de transição são: alguns municípios do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. No mundo as regiões endêmicas são: a América do Sul e regiões de África subsaariana. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária exige a vacinação dos viajantes que vão para os seguintes países: Angola, Benin, Burkina, Camarões, República Democrática do Congo, Gabão, Gambia, Gana, Guiné, Libéria, Nigéria, Serra Leoa, Sudão, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru e Venezuela.

Vários países exigem certificado de vacinação contra febre amarela para permitirem a entrada em seu território.

A vacina oferece proteção em aproximadamente 100% dos vacinados acima dos nove meses de idade. Doses de reforço devem ser feitas a cada 10 anos. É realizada via subcutânea.

Disponível na rede pública e em clínicas privadas.

Papilomavírus Humano - HPV

Os HPV (Papilomavírus humano) são os agentes etiológicos do câncer de colo uterino, assim como de outros cânceres e doenças dermatológicas. No presente existem cerca de 100 tipos conhecidos de HPV, desses, cerca de 30 tipos infectam a mucosa anogenital, alguns determinando neoplasias. Cerca de 70% das mulheres e homens serão infectados em algum momento da vida, ainda que por curto período. A maioria dos cânceres de colo uterino é determinada pelo tipo 16, responsável por cerca de 60% dos casos. Mundialmente o HPV 18 é o segundo mais freqüente como causa de câncer de colo uterino; porém, em algumas populações o HPV 45 ou o HPV 31 podem ser o segundo mais freqüente. Os tipos 6 e 11 causam aproximadamente 90% das verrugas genitais. Estima-se uma probabilidade de 1,5 a 9% de desenvolver câncer do colo uterino para mulheres infectadas com HPV oncogênico.

Existem duas apresentações de vacinas:

  • Vacina quadrivalente contra HPV tipos 6, 11, 16 e 18
  • Vacina bivalente contra HPV oncogênico (tipos 16 e 18)

É indicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria para uso em crianças, adolescentes e mulheres adultas entre os 9 e os 26 anos. A vacina quadrivalente é admistrada em 3 doses nos intervalos 0, 2 e 6 meses, enquanto a vacina bivavente também é administrada em 3 doses nos intervalos 0, 1 e 6 meses, ambas por via intramuscular.

Disponíveis apenas em clínicas privadas.

Raiva

A raiva é uma doença viral aguda. Os principais reservatórios são os cães domésticos, mas todos os mamíferos podem ser acometidos. A infecção dos animais domésticos geralmente advém de reservatórios silvestres.

Nos países desenvolvidos, onde a doença na população canina é controlada, os mamíferos silvestres, como a raposa, o lobo, o gambá, e, principalmente, o morcego são os reservatórios do vírus e os responsáveis pela transmissão ao homem. Nos países não desenvolvidos, o cão ainda desempenha papel importante na transmissão, as vezes ao lado do gato, do morcego e de outros animais silvestres. No Brasil, houve diminuição significativa do número de casos, com uma queda de 83% obtida com a vacinação em massa de cães e gatos.

A vacina é indicada para prevenção da raiva em indivíduos expostos a risco de contaminação: veterinários, pessoal de laboratório, pessoal de abatedouro, etc; e para profilaxia pós exposição.

Esquema de imunização para prevenção em indivíduos expostos: 3 doses nos intervalos 0, 7 e 28 dias.

Para profilaxia pós exposição (que não tenham realizado vacinação preventiva) deve-se utilizar 5 doses, conforme o tipo de acidente e a condição do animal agressor. É utilizada a via intramuscular.

Disponíveis na rede pública e nas clínicas privadas.

Febre tifóide

A Febre Tifóide é uma doença causada por bactérias da família Enterobacteriaceae (Salmonella typhi e Salmonella paratyphi). É transmitida principalmente por ingesta de água ou alimentos contaminados por indivíduos agudamente infectados, pelos portadores transitórios ou portadores crônicos. Os sintomas incluem febre elevada, cefaléia, vômitos, dor abdominal e exantema maculopapular, podendo evoluir com perfuração e/ou hemorragia gastrintestinal.

É uma doença de ocorrência mundial, associada a baixos níveis socioeconômicos (locais com condições precárias de saneamento básico). As principais áreas de risco são algumas regiões da América Central, América do Sul, África e sul da Ásia. No Brasil, a doença ocorre de forma endêmica, com algumas epidemias, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Viajantes para áreas endêmicas devem ingerir alimentos e líquidos de procedência confiável, evitar alimentos crus ou mal cozidos, e considerarem a vacinação.

A Existem 2 tipos de vacina contra Febre Tifóide:

  • Vacina inativada Vi: dose única, intramuscular, a partir dos 2 anos, administrar 7 a 15 dias antes da exposição. Em caso de exposição contínua ou repetida pode ser recomendado reforços a cada 3 anos.
  • Vacina atenuada Ty21a: na forma de cápsulas é indicada a partir de 5 anos de idade e na formulação líquida a partir dos 2 anos de idade. Administrada por via oral, uma hora antes da refeição. Cada dose é administrada de 2 em 2 dias, em um total de 3 doses. Completar o esquema no mínimo 7 a 10 dias antes da exposição. Reforços em caso de exposição repetida.

Cólera e diarréia do viajante

A cólera é uma infecção intestinal causada pela bactéria V. cholerae. O quadro clínico varia de diarréia leve a moderada, mas cerca de 10% dos pacientes podem evoluir com diarréia grave, com ou sem vômito, dores abdominais, desidratação acentuada, colapso circulatório, choque hipovolêmico e insuficiência renal.

A diarréia do viajante é causada também por bactérias, principalmente a ETEC, sendo esta a causa mais comum de diarréia dos viajantes. Pode causar diarréia aquosa, vômitos e dores abdominais.

As áreas de alto risco incluem Ásia, África e América Latina.

As principais medidas para a proteção do viajante são cuidados com a higiene e alimentação e prevenção através da vacina.

Tem-se disponível no Brasil uma vacina, via oral, indicada a partir dos 2 anos, para viajantes de áreas de risco para a infecção por cólera ou diarréia causada por ETEC.

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