Novidades

Papilomavírus humano (HPV)

  • O que é a vacina contra o HPV?

    É uma vacina desenvolvida a partir de partículas semelhantes ao vírus do HPV, desprovida de material genético com objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver lesões verrucosas (condilomas acuminados), lesões pré-cancerígenas de colo, vagina e vulva, evitando, assim, o câncer de colo de útero, câncer de vagina e câncer de vulva.

  • Quantas vacinas contra o HPV existem?

    Existem duas vacinas. A vacina quadrivalente (HPV 6, 11, 16, 18) da Merck Sharp & Dohme (MSD) e a vacina bivalente (HPV 16, 18) da GlaxoSmithKline (GSK).

  • De que são feitas as vacinas?

    Com o avanço da biologia molecular e da engenharia genética, temos hoje uma nova realidade, a vacina contra HPV. Consegue-se em laboratório a realização da vacina a partir da proteína de L1, principal proteína da capa externa do vírus. E, através de um autoarranjo das proteínas de L1, irão formar as VLPs (Virus Like-Particles – Partículas Semelhantes ao Vírus). Essas partículas demonstraram induzir uma forte resposta à produção de anticorpos quando administrada em humanos, fazendo com que o organismo identifique as VLPs como um invasor e produza um mecanismo de defesa e proteção.

  • A vacina contra o HPV é segura?

    Sim. A vacina contra HPV é segura, como demonstrado nos estudos de desenvolvimento clínico, que embasaram o registro do produto pela agência reguladora brasileira (Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e norte-americana (FDA – Food and Drug Administration). Esses estudos não mostraram efeitos adversos graves. O evento adverso mais comum foi dor passageira no local da injeção.

  • A vacina contra o HPV é eficaz?

    Sim. Resultados dos estudos clínicos em mulheres de 9 a 15 anos de idade e entre 15 a 26 anos demonstraram eficácia em cerca de 99% para neoplasia intraepitelial cervical 2/3, 100% de proteção para lesões de alto grau de vagina e vulva e adenocarcinoma e 99% para lesões genitais externas.

  • Quantas doses são?

    A vacina quadrivalente contra HPV é proposta em doses, esquema 0, 2, 6 meses: data escolhida (1ª dose), 60 dias (2ª dose) e 180 dias (3ª dose). A vacina bivalente também é administrada em três doses, esquema 0, 1 ,6 meses: data escolhida (1ª dose), 30 dias (2ª dose) e 180 dias (3ª dose).

  • A vacina é por via oral ou injetável?

    É por via intramuscular – injeção de apenas 0,5 ml cada dose.

  • Quem pode receber a vacina?

    Ela está aprovada no Brasil apenas para meninas e mulheres de 9 a 26 anos. E, no momento, estamos aguardando a resposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ampliação de bula para mulheres até 45 anos. Em 46 países, a vacina foi aprovada para meninos de 9 a 17 anos. E nos Estados Unidos a agência regulatória local (FDA), no dia 09 de setembro de 2009, aprovou para homens de 9 a 26 anos. A Anvisa aprovou também a vacina bivalente para administração em meninas e mulheres na faixa etária de 10 a 25 anos.

  • Qual é o melhor momento para tomar a vacina?

    O melhor momento é agora. O ideal é recebê-la antes do início da vida sexual. Mas quem não é mais virgem também pode ter benefícios. Mesmo que a pessoa tenha sido infectada por um dos tipos de HPV, a vacina pode protegê-la dos outros três tipos. Existem estudos demonstrando a diminuição das recidivas em pacientes que tiveram contato anterior com o HPV.

  • Por que as adolescentes devem ser consideradas um dos principais alvos da vacinação?

    É importante que as adolescentes recebam esquema completo com a vacina contra HPV antes de se tornarem sexualmente ativas. A vacina é potencialmente mais eficaz para garotas/mulheres que são vacinadas antes de seu primeiro contato sexual; não pela atividade sexual em si, mas, sim, pela possibilidade de contaminação com HPV. A vacina pode não funcionar tão bem para aquelas expostas ao vírus antes da vacinação. Contudo, a maioria das mulheres ainda se beneficiará da vacinação porque serão protegidas contra outros tipos de vírus HPV contidos na vacina.

  • Por quanto tempo a jovem/mulher vacinada fica protegida?

    A duração exata da proteção de uma vacina não é conhecida quando esta é inicialmente introduzida. Até o momento, sabe-se que a duração de proteção é de pelo menos 8,5 anos.

  • É necessário dose de reforço?

    A resposta até o momento é não. Só estudos a longo prazo poderão esclarecer se haverá a necessidade de dose de reforço.

  • Existe risco de infecção pela vacina?

    Não. É impossível contaminar-se com o vírus HPV através da vacina, ela é desprovida de material genético.

  • Deve-se fazer o teste de HPV antes de tomar a vacina?

    Não. Hoje o teste em uso com maior freqüência apenas detecta 18 tipos de HPVs. Esse teste não especifica qual tipo específico, mas se ele pertence a um grupo viral de baixo ou alto risco. Se o teste for negativo, não assegura que você nunca teve contato com o HPV. Se der positivo, não informa exatamente qual é o tipo de HPV que a paciente tem no momento. Fazer o teste do HPV apenas representa custo adicional.

  • E se a jovem/mulher for sexualmente ativa?

    Se uma jovem for sexualmente ativa, existe a possibilidade de ter contraído HPV. No entanto, deverá receber a vacina porque poderá ainda proteger-se contra outros tipos de vírus HPV com os quais ainda não teve contato e que se encontram na vacina.

  • Quem teve HPV pode tomar a vacina?

    A mulher que teve um exame positivo para HPV não traduz que tem ou vai ter as lesões causadas pelo HPV. Na maioria das vezes a mulher que entrou em contato com o vírus, poderá elimina-ló, muitas vezes, sem saber que teve contato. Essa mulher irá beneficiar-se com a vacinação.

  • Tomando vacina contra HPV a jovem/mulher ficará protegida também para todos os tipos de HPV?

    Não. Existem mais de 200 tipos de HPV, mas apenas 100 tipos são reconhecidos na sua árvore filogenética e destes aproximadamente 30 tipos vão afetar os genitais de homens e mulheres e dentre estes apenas 15 têm capacidade para levar as alterações de alto grau e câncer.

    A vacina da Merck Sharp & Dohme é quadrivalente. Ou seja, protege contra os tipos 6,11,16 e 18. Eles são responsáveis por 70% dos tumores de colo de útero e por 90% das verrugas genitais. Elas são benignas, mas incomodam, de difícil tratamento e de alta recorrência. A vacina da GlaxoSmithKline é bivalente. Protege contra os tipos 16 e 18 que podem provocar câncer.

  • Caso a jovem/mulher tenha perdido a sequência do esquema vacinal, como deve proceder?

    A jovem/mulher com o esquema vacinal incompleto não necessita reiniciar o esquema, somente completar a dose faltante.

  • A jovem/mulher tomou apenas duas doses, ela estará protegida contra o HPV?

    Não existem estudos a longo prazo que determinem proteção para essa mulher. Por essa razão, é fundamental que as mulheres façam as três doses da vacina.

  • A vacina contra HPV irá substituir o papanicolau?

    Não. A vacina veio para agregar. Uma boa cobertura do Papanicolau juntamente com uma vacinação terá uma maior efetividade de proteção dessa população.

  • Jovens/mulheres vacinadas ainda precisam fazer o papanicolau?

    Sim. Existem três razões pelas quais ainda precisam ir ao ginecologista regularmente e realizar o Papanicolau para câncer de colo de útero:

    • a vacina não proporciona proteção contra todos os tipos de HPV que causam o câncer de colo de útero;
    • algumas mulheres podem não tomar todas as doses necessárias, não obtendo assim o benefício total da vacina;
    • mulheres que eventualmente tenham tido infecção por HPV previamente podem não ter o benefício completo da vacinação. Além disso, vale lembrar que existem outras doenças (clamídia, tricomonas, etc) que são detectadas pelo Papanicolau. E vale a pena lembrar que o uso do Papanicolau e a vacina juntos aumentarão a cobertura de proteção (efetividade) em uma população.
  • Quem tomar a vacina pode dispensar o uso de camisinha?

    Não. O HPV pode estar no escroto ou no ânus, regiões em que a camisinha não chega, e ser transmitido durante a relação sexual. Hoje encontramos lesões em outros sítios não cobertos pela camisinha. A camisinha é fundamental para evitar o risco de contrair outros tipos de HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis, como hepatites, sífilis, Aids e outras DSTs.

  • A vacina protege contra outras infecções transmitidas por via sexual?

    Não. A vacina contra HPV não protege contra outras infecções transmitidas durante as relações sexuais, como a clamídia, nem impedirá que a mulher engravide. Por conseguinte, continua sendo muito importante que ela receba as orientações relativas ao sexo seguro.

  • A vacina pode causar infertilidade?

    Não. Não existe nenhuma possibilidade de a vacina causar infertilidade. A vacina não é de vírus vivos ou mortos. Estudos de doses elevadas da vacina em animais não mostraram nenhum efeito sobre fertilidade.

  • Caso a jovem/mulher engravide durante o esquema vacinal, como deve proceder?

    Devemos orientar a jovem/mulher a interromper a vacinação até o parto e um mês após o parto fazer as doses faltantes.

  • As gestantes podem ser vacinadas?

    A vacina não está recomendada para mulheres grávidas. Existe apenas informação limitada sobre a segurança da vacina para mulheres grávidas. Até o momento, os estudos sugerem que a vacina não causa problemas para a gestação, nem para o bebê. Por enquanto, as grávidas devem esperar o final da gestação para serem vacinadas. Se a mulher descobrir que está grávida e já tenha iniciado o esquema de vacinação, ela deve aguardar o final da gestação para terminar a série de vacinação.

  • A jovem/mulher poderá amamentar durante o esquema vacinal?

    Sim. Durante os estudos de imunogenicidade e segurança, as pacientes se comprometeram a não engravidar durante o esquema vacinal, apesar disso, aproximadamente 3000 mulheres engravidaram, foram feitas avaliações de controle durante a gestação e puerpério e não houve nenhuma complicação ao recém nascido.

  • A vacina tem efeito teratogênico?

    Os estudos de segurança demonstraram que os eventos foram menores em relação ao grupo placebo. Até a presente data, não existem qualquer relato sobre dano para o feto caso a mulher engravide durante esquema vacinal contra HPV.

  • Quem não deve receber a vacina?

    Mulheres alérgicas a algum componente da vacina (leveduras, alumínio, cloreto de sódio, L-histidina, polissorbato 80, borato de sódio) e gestantes.

  • As vacinas contra HPV podem ser trocadas durante o esquema vacinal (intercambiáveis)?

    Não existem estudos que suportem essa possibilidade. As vacinas não são iguais e não devem ser comparadas. É importante sempre manter três doses da vacina escolhida. As vacinas contra HPV têm quase os mesmos propósitos, elas são diferentes em alguns pontos como:

    • técnica de elaboração de VLP;
    • tipo de adjuvante;
    • tipos de HPVs inclusos;
    • desenho dos estudos (critérios de inclusão, desfechos, faixa etária, seguimento);
    • métodos laboratoriais diferentes (Luminex x Elisa).
  • Existem estudos para mulheres acima de 26 anos?

    Sim. Os estudos clínicos em mulheres com idade superior a 26 anos já terminaram, tendo com desfechos clínicos a imunogenicidade e a proteção da doença. No momento, aguarda-se a autorização das agências regulatórias responsáveis que visam suportar a ampliação da indicação para essa população.

  • A eficácia da vacina quadrivalente em mulheres acima de 26 anos é efetiva?

    Sim. A administração da vacina quadrivalente contra HPV demonstrou ser altamente imunogênica e com 91% de eficácia clínica na prevenção de doenças do colo de útero, vagina e vulva.

  • Os meninos/homens devem ser vacinados?

    No Brasil ainda não temos o licenciamento para o sexo masculino, esses estudos foram submetidos à Anvisa e aguardamos sua autorização para ampliação de bula. Essa situação já é uma realidade nos Estados Unidos. O FDA, no dia 09/09/2009, liberou a vacinação em homens de 9 a 26 anos. Vacinar o sexo masculino será de extrema importância. Vejamos algumas vantagens em vacinar essa população:

    • O Homem é o vetor. Se vacinarmos quem transmite, estaremos quebrando a cadeia de contaminacão.
    • Se avaliarmos o câncer de pênis, a vacinacão do homem não valerá a pena, mas os estudos clínicos, não só avaliaram o pênis como também orofaringe e canal anal. Hoje a prevalência de HPV no câncer anal está chegando ao mesmo patamar do câncer de colo do útero.
    • Dependendo da populacão a ser vacinada, poderemos ver o impacto da vacinacão bem antes do esperado.
  • A vacina contra o HPV tem algum conservantes como timerosal ou mercúrio?

    Não. Não existe nenhum conservante na vacina.

Fonte: Guia prático de imunização da mulher / Calil Kairalla Farhat... (et al.). – São Paulo : Doctor Press, 2010

Últimas Notícias

VACINA CONTRA A GRIPE 2017

Recebemos a vacina contra a gripe 2017

Rua Capitão Cassiano Ricardo de Toledo, 191 - Salas 308/309 - Edifício Golden Office - Chácara Urbana - Jundiaí/SP
(11) 4497-0754 / (11) 3379-7775 / (11) 3379-7776 - immuni@immuni.com.br

Immuni. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Princi Agência Web

Immuni Vacinas e Alergias
The metal is all milled and nothing is stamped. The deployant closes with a reassuring click, and a soft tug on the end of the deployant is necessary to open the bracelet. On the rolex replica uk President bracelet, the system is almost identical, but it is designed to have a hidden deployant. The release mechanism is hidden under the bracelet and a tug of the rolex replica uk crown logo releases the bracelet. Neither bracelet is better than the other overall. You get a more formal look and probably a bit more comfort with the Rolex President bracelet, while the Oyster bracelet is sportier looking. The most distinctive feature of any rolex replica sale Datejust II or Rolex Day-Date II watch is the famous fluted bezel. It is actually possible to get replica watches these models with a domed and polished bezel versus a fluted one. But what is the fun in that? You get these for the replica watches uk famous bezel that has marked an extremely historic design.